Sobre mim
Um pouco sobre como cheguei até aqui e sobre as perguntas que ainda me interessam.

Um percurso entre natureza e mente
Meu nome é Fran Ludugério. Estudo Psicologia na Universidade de São Paulo, mas meu intertesse interesse pelo comportamento começou antes de eu chegar à Psicologia.
Antes da Psicologia, estudei Medicina Veterinária na USP. Foi ali que meu interesse pela biologia, pelo comportamento e pelas relações entre organismo e ambiente começou a ganhar forma. Mudei de curso, mas não abandonei algumas das perguntas que surgiram ali. Passei apenas a dirigi-las a um outro objeto particularmente complicado: nós mesmos.
Na Psicologia encontrei novas maneiras de pensar essas questões. Neurociência, aprendizagem, desenvolvimento e comportamento passaram a conviver com filosofia, linguagem e literatura.
Com o tempo, fui ficando um pouco desconfiada de fronteiras disciplinares muito rígidas. Não faz sentido falar de comportamento humano ignorando o cérebro, a história evolutiva ou o ambiente. Mas também não dá para ignorar que seres humanos falam, constroem símbolos, contam histórias e procuram algum sentido para a própria existência.
É nesse território, às vezes bastante desconfortável, entre natureza, mente e significado que tenho preferido permanecer.
As perguntas que ficaram
Talvez eu tenha mudado mais de ferramentas do que de perguntas.
Quanto do que somos pode ser explicado pela nossa biologia? O que aprendemos com o ambiente? O que acontece quando um organismo capaz de linguagem passa a interpretar a si mesmo? E até onde conseguimos separar aquilo que é biológico, psicológico, social e simbólico sem perder justamente o fenômeno que queríamos compreender?
Não tenho a pretensão de ter respostas definitivas para essas questões. Na verdade, desconfio um pouco de quem as tem.
Procuro essas respostas em lugares diferentes. Em alguns casos, nos experimentos e dados empíricos; em outros, na teoria evolutiva, na filosofia, na literatura ou em autores que trataram de aspectos da experiência humana que não cabem facilmente em uma planilha.
A ciência continua sendo meu ponto de partida mais seguro, mas não acredito que todo problema humano se esgote nela. Há coisas que conseguimos medir e outras que ainda precisamos interpretar. É sobretudo nessa passagem de uma coisa para a outra que está meu interesse.
Foi daí que nasceu boa parte do que faço por aqui.

Um mapa de influências
Alguns autores me deram respostas. Outros, perguntas melhores.
Não é um cânone. É um mapa provisório das ideias que ajudam a orientar o que leio, estudo e escrevo.
Natureza e comportamento
Charles Darwin
evolução e continuidade entre espécies
B. F. Skinner
aprendizagem e comportamento
Sarah Blaffer Hrdy
evolução, cuidado e sociabilidade
Mente, linguagem e conhecimento
Karl Popper
conhecimento, crítica e falibilidade
Terrence Deacon
linguagem, símbolo e emergência
Erwin Schrödinger
vida, matéria e o problema da mente
Condição humana e significado
Carl Gustav Jung
símbolo, psique e individuação
Fiódor Dostoiévski
liberdade, sofrimento e existência
Virginia Woolf
consciência, interioridade e experiência
Influência não significa concordância. Este mapa reúne autores que contribuíram para a maneira como formulo problemas, inclusive quando suas respostas divergem entre si, ou das minhas.